sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sobrevida de um amor



O meu amor não me compreende
Contraria o que penso
Carrego em mim um estranho.

Das forças que me povoam
Das maiores,
O amor zomba de mim,
Se mantém vivo na solidão

Meus anseios não o acompanham
Meus princípios também não e
Muito menos os meus sentidos.

Por eles eu não amaria jamais,
Não esse amor.

Mas ele (o meu amor) teima e,
Por agora, ainda vence a minha razão,
Minha lógica, minha já poucas convicções.

O meu amor sobrevive na desordem,
Me levando a esperar,
Me envergonhando pois ainda vive
Diante dos olhos penalizados de quem nunca amou.