quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Eu silencio, Tu silencias



Amigo meu,
(se te posso chamar assim)
Não me fala dos meus defeitos
(deles eu já sei demais)
Eu também não falarei dos teus.

Vai, abre-te os braços
E chama meu nome
Deixa que eu te abrace.

Se chorarmos,
Pouco ou muito,
Em silêncio, tanto melhor.

Sairemos daqui juntos,
Caminhando devagar
(não temos pressa)
E, se formos mesmo amigos,
Nada teremos a nos dizer,
Nem elogios,
Nem críticas.

Vamos andando um pouco,
Olhando o mar que lá fora está,
Confessando as dores que já sentimos
Das mais distantes rindo muito, se possível.

Temos sorte
(Haverá um bonito por de sol)
E entardeceremos juntos.

A essas alturas
Já não duvidaremos mais das nossas presenças.
Estaremos prontos para o amanhã.

Nenhum comentário:

Postar um comentário