Preciso dormir.
Conto as horas que vão passando
Sem piedade.
Porque horas não me dão respostas?
Daqui a pouco preciso acordar
E esperar portas que se abram,
Ao acaso.
Digo ao destino que não me faça como sempre
(Quero intuir que não há movimento no ar).
E talvez nem me canse.
Cai uma chuva forte lá fora,
Sem avisar, debochada,
A encerrar um dia estranho
E tornar lavados os impactos dos calores e dos frios.
Não pedi que chovesse,
E nem seria preciso,
Ela viria de qualquer jeito,
Sem aguardar meu comando
Vejo que existe Deus.
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