quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Para Denise Jean


O tempo nos reduz a todos,
Os que caminham e os que contemplam,
Àquilo que somos (e sempre fomos)
Em essência, embora não percebêssemos.

Só por isso os dias passam depressa
E deixam em nós seus registros inadvertidos:
Para que nos salvemos do que queremos ser.

Ao final,
Despidos da enganosa juventude,
Sobramos nus de alma.

Nascemos, enfim

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